Globalizar mais o que?

17/01/2013 as 09h33h Globalizar mais o que?

O mundo é pequeno pra caramba / Tem alemão, italiano, italiana / O mundo, filé milanesa / Tem coreano, japonês, japonesa (...). Com a citação da canção composta por André Abujamra inicio as reflexões ligadas àglobalização. Apesar de não ser considerado um processo novo, foi intensificado no final do século XX e início do século XXI. Caracterizando-se de maneira diversificada nos espaços mundiais, centrada no avanço tecnológico e das redes informacionais surgidas na década de setenta, a globalização têm como objetivo a integração  entre diversas partes do mundo, tendo como base a interação e interdependência econômica entre os países.Contudo, esse processo não se limitou apenas a aspectos relacionados à economia; essa integração econômica entre os países e o desenvolvimento dos meios de comunicação possibilitou uma ampliação do conhecimento relacionado às questões culturais, o crescimento das comunidades virtuais e uma troca significativa de informações entre os diferentes povos do mundo, tornando-o multicultural. Possibilitou também uma nova relação de poder exercido pelo Estado, onde o mesmo tem a função de interceptar as relações econômicas tendo como base o fortalecimento da globalização mundial. Megacidades como São Paulo no Brasil, Tóquio no Japão, Nova Iorque nos Estados Unidos, se caracterizam como as grandes difusoras do processo de globalização, capazes de controlar e administrar os fluxos ligados a interação mundial. Enquanto isso, cidades de porte médio como Feira de Santana interage economicamente com esse processo, a partir dos investimentos ligados ao incentivo e implantação de grandes corporações multinacionais do setor industrial como a Nestlé (Suíça), Pirelli (Itália), Pepsico (Estados Unidos) e expressivas empresas do setor comercial e de serviços como: C&A (Países Baixos – Europa), McDonald´s (Estados Unidos), Hiper Bom Preço (Rede WalMart, Estados Unidos), Subway (Estados Unidos) dentre outros aspectos relacionados ao uso da internet e das redes sociais que dinamizam esse intercâmbio entre os cidadãos. Assim, a integração econômica mundial potencializou as relações entre as diferentes partes do mundo, mas ainda não conseguiu globalizaras relações e os direitos humanos e a equidade social.

Segundo o professor Milton Santos, podemos pensar na construção de outro mundo, mediante uma globalização mais humana, onde haja possibilidade de globalizar também os direitos sociais e as necessidades específicas de cada nação, objetivando as relações entre seres humanos na busca de uma sociedade menos injusta e mais igualitária. É necessário a construção de um espaço social e ecologicamente aplicável, para globalizar modelos de desenvolvimento social e adequá-los às diferentes realidades mundiais, buscando entender a particularidade de cada lugar e suas necessidades.  Globalizar a cultura, respeitando as diferenças entre os elementos culturais e étnicas de cada povo.  Globalizar educação de qualidade, saúde, moradia digna, oportunidades dentro de uma sociedade competitiva. Enfim uma globalização socialmente justa, permite que o espaço seja construído para que o cidadão possa usufruí-lo com qualidade, e seja respeitado enquanto ser humano e cidadão. Afinal, citando mais uma vez a canção de André Abujamra, “todos somos filhos de Deus, só não falamos a mesma língua”
 
 
* Osvaldo Martins Júnior| Licenciado em Geografia,
Especialista em Metodologia do Ensino em Geografia. 
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