Moda, estilo, filosofia e Deus...

17/01/2013 as 03h08h Moda,  estilo,  filosofia  e Deus...

A o longo de anos, operando no mercado da moda, pude acompanhar uma série de evoluções, fatos, acontecimentos, quebra de paradigmas nesse processo criativo que envolve o mais alto escalão costura até as produções para grandes massas.Tendo a moda como uma forma de comunicação, absorvo a idéia de que é preciso sempre inovar para poder acompanhar as tendências de produtos em sua amplitude de estilos e atender as diferentes marcas dentro de suas características. Além de direcionar para este ou aquele estilo em que pessoas se identificam pela indumentária, a moda tem uma forte influência de mercado, empregando desde a concepção da idéia de um produto à seleção de matéria-prima, capacitando profissionais para o setor industrial desde a logística e monitoramento do produto final, na pespectiva de alcançar as mais variadas vitrines de todo o País.

Como então subestimar um setor que tem tanta utilidade em nossa sociedade?  Um setor empregador, provedor, construtor de novas idéias, reciclável, operante e que caminha para a sustentabilidade através de produtos que são idealizados para não agredir o nosso meio ambiente, desenvolvendo a economia sem necessariamente comprometer o futuro das próximas gerações. Como não se render às múltiplas possibilidades que este setor propõe? Isso sem citar a felicidade, mesmo que momentânea,  promovida pelo consumo de algo desejado. A  alegria de comprar é benéfica sim,  o nosso cuidado permeia os excessos e não a moda em si, como diria um filosofo francês,  o professor Lipovetsky,  que é um dos mais relevantes e provocativos pensadores da cultura contemporânea: Analisando alguns dos fenômenos mais importantes das últimas décadas, ele esbarra em temas que normalmente passam longe dos olhos dos filósofos: marcas, luxo, consumismo, redes sociais e as consequências emocionais de um mundo pós-moderno. Uma época que ele batizou como hipermoderna se manifesta mais claramente no que Lipovetsky chama de hiperconsumismo. Um termo que pode enganar... hiperconsumismo não significa exatamente consumo exagerado, compulsivo. É algo mais sutil, e mais relevante, do que frenesis em shopping centers. Trata-se de uma mudança crucial no padrão e nas motivações do consumo humano. A futilidade atribuída à moda, por anos e anos deve-se ao fato do consumo exacerbado, da futilidade e carência humana e não de um setor especificamente. E neste caso esclareço,  não como especialista em moda e gestora comercial e sim como um ser humano, nos falta Deus, espiritualidade para não desencadear em consumo nossas carências emocionais e espirituais. Cito um texto com muita veemência ultimamente que resume, em poucas palavras um comportamento típico dos tempos modernos: “Estamos ocupados em comprar coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para agradar pessoas que não gostamos” – Olson.
 
 
 
 
O Marketing que vende...
É óbvio que os meios de comunicação e marketing promoveram e promoverão conceitos, tendências e produtos, mas cabe a nós, como cidadãos, selecionarmos o que nos cabe e especialmente o que cabe em nosso bolso
Os ciclos de marketing e criação se aperfeiçoam a cada dia e para que essa dinâmica se processe, de forma positiva, as mudanças são extremamente necessárias, por isso a cada coleção existem novidades e não se assustem se daqui a dois anos tudo volte remodelado, é a indústria da moda se recriando
ou trazendo velhas tendências à tona.
 
 
“E eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
 
Noel Rosa
 
 
Verão 2013 chega cheio de histórias, cores e texturas. E dentro deste contexto algumas tendências são marcantes e bem aceitas:
 
 
As cores
Os tons chamados pastéis ou cores sorvete são os mais cobiçados nesta coleção, somados aos tons cítricos, como rosa-choque, verde-limão, amarelo e laranja, prometem um rebuliço no seu figurino de alto-verão. Paralelo a estas cores, o branco e o nude também mantém um papel de destaque, sendo o contraponto dessas composições vibrantes.
 
 
O Spechio
Os materiais em couro espelhado foram incorporados nas coleções de bolsas e sapatos, saltos, nas biqueiras dos scarsolado das sandálias ou nas alças de bolsas,  o reforço de luminosidade que eles causam em  produtos diversos é incrível.
 
 
Os sapatos e bolsas
A safra verão 2013, traz metalizados, texturas rústicas, tons pastel… A tendência das cores delicadas chega aos sapatos e deixa o look com ar romântico. Mas nem por isso a etnia fica em segundo plano, materiais rústicos e técnicas artesanais dos povos africanos e latino-americanos fazem parte dessa alegre tendência. Madeira, ráfia, cortiça e trançados aparecem em sandálias, sapatilhas e bolsas. De sneakers (tênis de skatista, corte acima do tornozelo e com leve salto interno) a sapatilhas, todos tem uma presença forte e marcante de metais, os famosos spykes, tachas e gotas . O dourado e o gold rose ou dourado rosa dão uma graça a várias coleções. 
 
 
As roupas
Desde vestidos amplos, românticos e florais à cortes geométricos e retos, vale tudo. O Peplum, que é um discreto babado nas partes inferiores ou centrais das roupas, dá um efeito que pode cobrir circunferência da peça ou ser apenas um detalhe. Saiaslongas ou mini, com plissado, em tecidos fluidos e leves, como crepe de seda, malha ou jersey. Camisas de alfaiataria para as mais discretas, com calças fleur (calças afuniladas até o joelho e e e levemente amplas na bainha, parecidas com as famosas boca de sino), saias palito (retas até o joelho, estilo secretária), camisetas com estampas em silk, remetendo à multimarcas ou personalidades, como: Hermes, Chanel, Karl Lagerfeld, Madonna, Kate Moss, Brigitte Bardot, entre outros...
 
 
Acessórios e maxicolares
A novidade que adquiriu mais adeptas foram os maxicolares, compostos de excessos de pedras, strass, pérolas, correntes em base de feltro ou tecido. Estes produtos causam um glamour a qualquer camiseta básica, são requintados mas com uma pegada de modernidade. Os looks mais usados são os de camisa ou camiseta, saia, maxicolar e pronto! Tudo feito e lindo!
As famosas shamballas (pulseiras tibetanas) deram lugar as escravas, largas e com formatos geométricos. Os brincos sempre com muita informação de pedras verdadeiras, como quartzo branco, rosa, dolamita, berílio de esmeralda, ônix, turquesa, entre
outras. Apesar dos nomes das pedras sugerirem altos valores, a média de preços destes brincos varia entre R$ 18,00 e R$ 89,00. Os anéis tiveram muitas inovações, como os modelos de três dedos, anéis de falange e anéis duplos.
Aos queridos leitores...
A contribuição que tento fazer na vida das pessoas, seja por consultoria ou por sugestão, vai muito além de uma aptidão, pois parto do princípio de que para que eu faça algo bem feito é extremamente necessário conhecimento, estudo, investimento e, 
sobretudo, amor pela profissão. Tento, na medida do possível, ser fiel ao estilo de cada uma das pessoas que me procuram, valorizando e aprimorando o que cada uma já tem de especial e isso, acreditem... me deixa muito feliz e com a sensação de dever cumprido. Obrigada pela oportunidade!
 
 
* Por Leidedã Oliveira | Administradora, 
gestora de acessórios, especialista em moda.
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